Dia Nacional de Luta contra as doenças reumáticas alerta para diagnóstico precoce

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Condições podem afetar pessoas de todas as idades; avaliação médica e tratamento adequado ajudam a controlar sintomas e reduzir riscos de limitações

Celebrado em 30 de outubro, o Dia Nacional de Luta contra as Doenças Reumáticas chama atenção para um grupo de mais de 120 enfermidades que pode afetar pessoas de diferentes idades. A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que cerca de 15 milhões de brasileiros convivam com essas condições, que podem comprometer articulações, ossos, músculos, tendões e outros órgãos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são importantes para controlar muitas dessas doenças e reduzir impactos na mobilidade e na qualidade de vida.

Dor persistente, inchaço e rigidez nas articulações estão entre os sintomas frequentes de algumas doenças reumáticas. Esses sinais, porém, podem ter diferentes causas e não permitem identificar, por conta própria, uma enfermidade específica. Quando persistem, pioram ou interferem nas atividades cotidianas, devem ser avaliados por um profissional de saúde. A SBR ressalta que a investigação e o tratamento adequados podem ajudar a evitar a progressão de determinadas condições e suas consequências funcionais.

Doenças reumáticas não atingem somente pessoas idosas. Há condições que podem surgir na infância, na adolescência e na vida adulta. A Sociedade Brasileira de Reumatologia destaca que algumas começam ainda antes dos 16 anos, como a artrite idiopática juvenil. Dor, inchaço e rigidez podem afetar atividades diárias, mas a identificação dos sintomas exige avaliação clínica.

O conjunto de doenças é diverso. Entre as condições conhecidas estão artrite reumatoide, osteoartrite, lúpus, gota, fibromialgia, osteoporose, tendinites, bursites e espondiloartrites. Elas não têm todas a mesma origem, evolução ou tratamento. Algumas afetam principalmente o aparelho locomotor; outras também podem envolver pele, vasos sanguíneos, rins, coração, pulmões ou sistema nervoso. Por isso, o termo “doença reumática” não corresponde a um diagnóstico único, e a conduta depende da condição identificada.

A osteoartrite, também chamada de artrose, está entre as doenças reumáticas mais prevalentes, especialmente entre pessoas mais velhas. A SBR cita estimativas da Organização Mundial da Saúde segundo as quais a condição afeta cerca de 18% das mulheres e 10% dos homens com mais de 60 anos. A doença pode causar dor, rigidez e dificuldade de movimento. A avaliação médica permite investigar os sintomas e definir medidas de cuidado de acordo com cada caso.

Na infância e na adolescência, a artrite idiopática juvenil é uma das condições que merecem atenção. O nome se refere a um grupo de doenças inflamatórias que começa antes dos 16 anos. Febre reumática, lúpus, dermatomiosite, esclerodermia e vasculites também podem afetar pessoas jovens. Reconhecer alterações persistentes e buscar avaliação ajuda a esclarecer a causa e a planejar o acompanhamento necessário.

A osteoporose também merece atenção com o avanço da idade, inclusive entre homens, nos quais pode não ser identificada antes de uma fratura. No texto enviado, o presidente da SBR, Valderílio Feijó Azevedo, defende maior atenção à prevenção e à avaliação da saúde óssea masculina. A necessidade e a frequência de exames, contudo, devem ser definidas individualmente por profissionais de saúde, considerando fatores de risco e histórico clínico.

“Doença reumática não é doença de idoso nem dor que faz parte da vida. Ela pode atingir crianças, jovens e adultos, e hoje tem tratamento eficaz”, afirma Azevedo. O especialista também alerta que dores e inchaços articulares persistentes não devem ser ignorados. A recomendação não significa que todo sintoma indique uma doença reumática, mas reforça a importância de investigar sinais que não desaparecem ou passam a limitar a rotina.

A data de conscientização busca combater a ideia de que dores persistentes sejam consequência inevitável do envelhecimento. A SBR disponibiliza cartilhas gratuitas sobre diferentes doenças reumáticas em seu site, com informações voltadas a pacientes, familiares e demais interessados. O conteúdo pode ajudar na compreensão das condições, mas não substitui consulta, diagnóstico ou orientação profissional.

Saiba mais: www.reumatologia.org.br

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