Osesp e Thierry Fischer percorrem as paisagens da Escócia de Mendelssohn

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Maestro titular rege abertura e sinfonia nascidas da viagem do compositor à Escócia; programa inclui ainda obras de Alberto Nepomuceno e Daniel Freiberg, com participação do violonista Rafael Aguirre.

A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam a Temporada Osesp 2026.

Nesta semana, entre quinta-feira (22/out) e sábado (24/out), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp sobe ao palco da Sala São Paulo sob a regência de seu diretor musical e regente titular, Thierry Fischer. Ao seu lado estará o violonista espanhol Rafael Aguirre, solista convidado de um programa que tem como eixo central a relação de Felix Mendelssohn-Bartholdy com a Escócia. Emoldurando duas de suas obras mais célebres, As Hébridas e a Sinfonia nº 3 – Escocesa, a Orquestra apresenta ainda o prelúdio de O Garatuja, de Alberto Nepomuceno, e a estreia mundial de Alturas: Concerto Latinoamericano para violão e orquestra, de Daniel Freiberg, coencomenda da Osesp e da Orquestra Sinfônica de Castilla y León. Como de costume, a apresentação de sábado (24/out), às 16h30, terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Osesp no YouTube.

A abertura da noite fica por conta de As Hébridas, Op. 26 – A gruta de Fingal, uma das mais conhecidas obras orquestrais de Mendelssohn. Composta a partir das impressões do músico durante uma viagem à Escócia, a peça foi inspirada pela famosa caverna marítima localizada no arquipélago das Hébridas. O tema que abre a obra nasceu justamente diante da grandiosidade da paisagem, transformando em música o movimento das águas, os ecos das rochas e a atmosfera misteriosa do lugar.

Na sequência, a Osesp interpreta o prelúdio de O Garatuja, ópera deixada inacabada por Alberto Nepomuceno, figura fundamental da música brasileira do início do século XX. A obra revela o domínio orquestral do compositor ao mesmo tempo em que incorpora elementos associados à cultura musical brasileira, refletindo sua busca por uma identidade nacional na música de concerto.

O centro do programa é a estreia mundial de Alturas: Concerto Latinoamericano para violão e orquestra, do compositor argentino Daniel Freiberg, interpretado por Rafael Aguirre. Coencomendada pela Osesp e pela Orquestra Sinfônica de Castilla y León, a obra explora encontros entre a tradição sinfônica europeia, o jazz e diferentes matrizes musicais latino-americanas, criando um diálogo vibrante entre o violão solista e a orquestra.

Fechando o arco dedicado à Escócia de Mendelssohn, a Osesp interpreta a Sinfonia nº 3 em lá menor, Op. 56 – Escocesa. Embora tenha sido concluída mais de uma década após a viagem que a inspirou, a obra preserva as impressões do compositor diante das ruínas da Capela de Holyrood, em Edimburgo. Considerada uma das mais importantes realizações sinfônicas de Mendelssohn, a partitura combina lirismo, dramaticidade e riqueza orquestral para evocar as paisagens, a história e o imaginário da Escócia.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Thierry Fischer regente
Desde 2020, Thierry Fischer é diretor musical da Osesp, cargo que também assumiu em setembro de 2022 na Orquestra Sinfônica de Castilla y León, na Espanha. De 2009 a junho de 2023, atuou como diretor artístico da Sinfônica de Utah, da qual se tornou diretor artístico emérito. Foi principal regente convidado da Filarmônica de Seul [2017-2020] e regente titular (agora convidado honorário) da Filarmônica de Nagoya [2008-2011]. Já regeu orquestras como a Royal Philharmonic, a Filarmônica de Londres, as Sinfônicas da BBC, de Boston e Cincinnatti e a Orchestre de la Suisse Romande. Também esteve à frente de grupos como a Orquestra de Câmara da Europa, a London Sinfonietta e o Ensemble intercontemporain. Thierry Fischer iniciou a carreira como Primeira Flauta em Hamburgo e na Ópera de Zurique. Gravou com a Sinfônica de Utah, pelo selo Hyperion, Des canyons aux étoiles [Dos cânions às estrelas], de Olivier Messiaen, selecionado pelo prêmio Gramophone 2023, na categoria orquestral. Na Temporada 2024, embarcou junto à Osesp para a turnê internacional em comemoração aos 70 anos da Orquestra.

Rafael Aguirre violão
Rafael Aguirre é um dos violonistas mais destacados de sua geração e presença constante nos principais palcos internacionais. Vencedor de 13 concursos de prestígio, entre eles o Concurso Internacional Tárrega, o músico espanhol já se apresentou em 49 países e recebeu distinções como o título de Associate of the Royal Academy of Music (ARAM), concedido em reconhecimento à sua trajetória artística. Com repertório que ultrapassa 30 concertos para violão e orquestra, já atuou como solista ao lado de importantes conjuntos da Europa, América e Ásia, em salas como o Carnegie Hall, em Nova York, o Concertgebouw de Amsterdã, o Konzerthaus de Viena e a Elbphilharmonie de Hamburgo. Reconhecido pela versatilidade, combina sólida formação na tradição violonística espanhola com interesse por repertórios que transitam entre a música clássica, o jazz e as tradições populares ibero-americanas. Mantém intensa atividade discográfica e colabora regularmente com compositores contemporâneos, contribuindo para a ampliação do repertório de seu instrumento. Natural de Málaga, estudou na Hochschule Robert Schumann, em Düsseldorf, e na Royal Academy of Music, em Londres, residindo atualmente na Cidade do México.

PROGRAMA
Entre brumas e montanhas: Mendelssohn na Escócia
Osesp
Thierry Fisher regente
Rafael Aguirre violão
FELIX MENDELSSOHN-BARTHOLDY As Hébridas, Op. 26 – A gruta de Fingal
ALBERTO NEPOMUCENO O Garatuja: Prelúdio
DANIEL FREIBERG Alturas: Concerto Latinoamericano para violão e orquestra [Estreia Mundial][Coencomenda Osesp e Sinfônica de Castilla y Léon]
FELIX MENDELSSOHN-BARTHOLDY Sinfonia nº 3 em lá menor, Op. 56 – Escocesa

Serviço:
22 de outubro, quinta-feira, às 20h
23 de outubro, sexta-feira, às 20h
24 de outubro, sábado, às 16h30 [Concerto Digital]
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP
Capacidade: 1.388 lugares
Recomendação etária: 07 anos
Ingressos: R$ 50,00 a R$ 330,00 (valor inteiro*)
Bilheteria (Fever): neste link
Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.
Estacionamento: Rua Mauá, 51 | A partir de R$ 27,00 | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante, e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Temporada Osesp 2026 é uma realização da Fundação Osesp, do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura, desde 2005.

 

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