O desenvolvimento do processo de parto, ao longo dos tempos, reflete uma progressiva mudança de padrão, passando de abordagens rigorosamente técnicas para práticas mais humanizadas e centradas no binômio mãe e filho. Atualmente, privilegia-se o envolvimento do conforto no ambiente, sendo presentes as orientações desde o pré-natal até o parto e puerpério, proporcionando autonomia, segurança e satisfação.
Vale destacar que o parto representa um momento inesquecível para a mulher, com a chegada de uma nova vida, tornando-se um período de mudanças fisiológicas e mecânicas que exige atenção. Nesse processo da gestação, ocorrem as modificações corporais e emocionais, a mudança no estilo de vida, a alimentação saudável, a prática de atividade física regulares, entre outras. A importância da orientação sobre aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e os cuidados ao recém-nascido também fazem parte do acervo de condutas e práticas educativas importantes à mãe e ao seu filho.
Com os avanços na obstetrícia, nota-se uma sensível melhoria nos indicadores de mortalidade e morbidade materna e perinatais. A assistência de enfermagem contribui para essa implementação, atuando diretamente no cuidado e oferecendo atendimento seguro, qualificado. Ao descrever a gestação e o parto, planejamentos devem ser implementados nesse período de mudanças. Portanto, as práticas humanizadas são primordiais nesse método, gerando praticidade, conformidade, comunicação e previsão de riscos.
O enfermeiro obstetra é de extrema relevância nesse contexto de assistência, promovendo empatia, cuidado individualizado e equidade a cada mulher. Com isso, ajuda a reduzir os medos e efeitos da ansiedade nesse período, visto que trata de conhecimentos e condutas que buscam promoção, proteção, nascimento saudável e diminuição de mortalidade. Durante essa assistência, proporciona-se bem estar físico e emocional, diminuindo as complicações e os riscos, além de ajudar na privacidade, segurança, respeito, qualidade, conforto, aleitamento materno, entre outros. Outro ponto subjetivo bem importante é a capacidade de estreitar laços entre a mãe e o recém-nascido, culminando, também, com menores tempos de internação.
O enfermeiro não apenas prepara o corpo da mulher, mas também sua mente para o trabalho de parto. Ao motivar a gestante, fortalecendo sua auto confiança e conectando-se com sua força inata de parir, a enfermagem utiliza praticas educativas, acolhedoras e baseadas em evidencias cientificas. O reconhecimento da importância da humanização do parto, especialmente no que se refere ao respeito às escolhas da mulher e a prevenção de sua integridade física e emocional nesse momento significativo de sua vida, que contribuem para o parto e puerpério saudável e com qualidade, concorrendo para destacar a virtude de respeitar o curso natural da gestação e evitar procedimentos desnecessários.