Divisão Antissequestro completa 25 anos com novas frentes de atuação em SP

PUBLICIDADE

divisao-antissequestro-completa-25-anos-com-novas-frentes-de-atuacao-em-sp

A Divisão Antissequestro (DAS) da Polícia Civil de São Paulo chega aos 25 anos de atuação com uma mudança significativa no cenário que motivou sua criação. Em 2001, o estado de São Paulo registrava entre 350 e 400 sequestros por ano. Atualmente, os chamados “sequestros clássicos”, quando a vítima é mantida em cativeiro mediante exigência de resgate, tornaram-se casos pontuais, segundo levantamento da unidade especializada.

Ao longo dos anos, a DAS aprimorou técnicas especializadas de investigação, inteligência e negociação. Com as mudanças nas práticas criminosas, a divisão ampliou sua atuação e passou a enfrentar novas modalidades, como o chamado “golpe do amor”, em que criminosos atraem a vítima por meio de falso interesse amoroso e a mantêm sob seu domínio para extorqui-la, inclusive por meio de transferências bancárias.

LEIA TAMBÉM: Com auxílio do Muralha Paulista, São Paulo tem 5,3 mil roubos de veículos a menos em julho e atinge menor patamar da série histórica

Para marcar as duas décadas e meia da divisão, a Polícia Civil realizou uma cerimônia no auditório da Academia de Polícia (Acadepol) nesta quinta-feira (1º). O evento reuniu autoridades e policiais que participaram da trajetória da unidade.

“Como policial civil, tive a honra de pertencer a esta unidade e tenho memórias maravilhosas aqui. Ao mesmo tempo em que havia aquele desespero e tensão de entregar a vítima às famílias, também sentíamos grande satisfação no momento do reencontro entre elas. Esse era o resultado de um trabalho intenso de inteligência, investigação e negociação”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, durante o discurso.

O secretário destacou ainda que a evolução da tecnologia ajudou a superar dificuldades antes enfrentadas nas investigações. Ele citou a colaboração de operadoras de telefonia e o avanço dos sistemas de localização como fatores que contribuíram para aprimorar o trabalho policial.

O delegado-geral de Polícia, Artur Dian, atuou por 13 anos na DAS e relembrou algumas ocorrências que marcaram sua passagem pela unidade. Entre elas, o caso de um homem de 75 anos que permaneceu 156 dias em cativeiro.

“Teve um caso em que um senhor de 75 anos ficou 156 dias em cativeiro. Conseguimos libertá-lo sem que a família precisasse pagar o resgate. Essa foi a ocorrência mais longa que a unidade já atendeu”, destacou.

LEIA TAMBÉM: Batalhão BRAvO, da Polícia Militar de SP, prende três e apreende drogas e máquinas de cartão em operação na capital

Investigação, inteligência e negociação

Quando a DAS foi criada, São Paulo enfrentava um elevado número de sequestros. A unidade foi estruturada com equipes especializadas para atuar na investigação, localização de cativeiros e negociação em ocorrências com vítimas mantidas sob o domínio de criminosos.

Ao longo dos anos, a divisão passou por diferentes estruturas da Polícia Civil até integrar, em 2019, o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE).

Apesar das mudanças no perfil das ocorrências, uma característica permanece na rotina dos policiais: o contato próximo com as famílias das vítimas. O delegado divisionário da DAS, Fábio Nelson Fernandes, explica que, além de conduzir a investigação, o acolhimento aos familiares é parte fundamental do trabalho.

“Nosso desafio é acolher essa família, fazer com que ela se sinta confiante dentro desse cenário tão difícil. Nós vivemos junto à família esse momento com o objetivo central de fazer com que, através do trabalho dos policiais, a vítima volte para casa”, afirmou

Mais recentes

PUBLICIDADE