Dia do Empreendedor: Governo de SP oferece 35 mil vagas até 2027 para capacitação empreendedora

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Ter o próprio negócio é um dos caminhos encontrados por famílias em situação de vulnerabilidade social atendidas pelo SuperAção para conquistar autonomia, gerar renda e superar a pobreza. No Dia do Empreendedor, celebrado em 5 de outubro, mulheres participantes do programa em São Roque compartilham experiências, desafios e conquistas da capacitação.

A qualificação profissional integra um dos módulos do SuperAção voltados à inclusão produtiva e à geração de renda. Em parceria com o Sebrae-SP, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) oferece 35 mil vagas, até 2027, para o curso de capacitação empreendedora.

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Em São Roque, seis famílias já concluíram o curso e estão otimistas com os resultados. Moradoras do mesmo bairro, Ana Vitória Farias, Lilia Oliveira e Patrícia Constantino se aproximaram durante as aulas, descobriram afinidades e agora planejam abrir um restaurante em sociedade.

“O curso trouxe muito conhecimento e confiança para a gente colocar esse sonho de pé”, afirma Ana Vitória, que considera fundamentais os conteúdos sobre finanças, fluxo de caixa e capital de giro para administrar melhor os recursos.

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Lilia Oliveira, que já trabalhou em cozinha de restaurante e tem na culinária uma paixão, resume o que levou do curso: “Aprendi sobre as leis, documentação e como administrar o dinheiro. Também aprendi a conversar com clientes, procurar fornecedores com preços melhores e fazer as contas. Já trabalhei na cozinha de um restaurante, é a minha paixão. Eu fazia pães, tortas e bolos”.

Os efeitos também chegaram à vida pessoal. “Melhorou. Coloquei as contas em dia, comprei algumas coisas para o meu filho e coloquei internet em casa”, conta Lilia, que fez a capacitação por meio do SuperAção.

Para Acsa da Silva, outra aluna do programa, o principal aprendizado foi a gestão do dinheiro que entra no negócio. “Saber separar o que vai ser destinado a cobrir gastos, comprar materiais, pagar salário e o que é realmente lucro. O curso nos orientou a pensar no negócio como um todo, a ter uma visão mais ampla e a entender que nem todo dinheiro que entra na empresa é para ser gasto”, conta.

As aulas incluíram ainda exercícios que simulavam situações de um negócio real. “Essas dinâmicas e a interação com os colegas complementaram os ensinamentos dos professores sobre como administrar uma empresa e como negociar com fornecedores e clientes”, diz Acsa.

Gleisiane Santos, que abriu uma loja de maquiagem e cosméticos há dois meses, já está colocando o aprendizado em prática: “Técnicas como a de precificação, que eu não tinha, agora já estou aplicando na minha loja. A minha expectativa é fazer o negócio crescer e, quem sabe, investir em filiais no futuro”.

Além de finanças e precificação, o curso abordou relacionamento com o cliente, inteligência emocional, relação com fornecedores, estratégias de divulgação, formalização do negócio, acesso ao crédito e compra de materiais.
Para a supervisora do programa em São Roque, Telma Nogueira, quando uma mulher empreende, ela transforma a própria história e abre oportunidades para outras mulheres. “Em geral, elas estão mais abertas a se capacitar para o empreendedorismo, o que leva a uma inclusão produtiva mais eficiente”, analisa.

O agente Joel Cruz, que atua com Telma no município, vê na capacitação uma virada de chave: “Depois do curso, as alunas resgatam sonhos do passado, como ter uma loja, uma confeitaria ou um restaurante. Recebem uma injeção de autoestima e novas perspectivas, que trazem de volta o brilho nos olhos”.

Primeira inscrita do SuperAção no estado de São Paulo, Patrícia Constantino também concluiu o curso e diz sentir os efeitos do apoio da equipe na autoestima e na qualidade de vida: “Essa experiência com o programa tem ajudado a melhorar minha cabeça, minha mente e meu corpo. Tudo funciona melhor, e tudo dá certo”.

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