O processo natural do envelhecer compreende as etapas da vida, sendo caracterizado por mudanças físicas, psicológicas e sociais, que ocorrem de modo particular a cada indivíduo. O envelhecimento populacional no mundo e, principalmente, no Brasil, vem ocorrendo de forma acelerada, impactando diretamente na qualidade de vida das pessoas. Consequentemente, na necessidade do cuidado especializados aos idosas.
Dados demográficos demonstram que, no Brasil, há uma rápida transição, com destaque para o envelhecimento. Por isso, o Ministério de Saúde criou, desde 2006, diretrizes para o envelhecimento saudável e dos diretos das pessoas idosas. Essas regras, sobremaneira, vieram em complemento ao chamado Estatuto do Idoso, promulgado em 2003, que representou um verdadeiro divisor de águas na realidade do trato da população brasileira maior de sessenta anos.
Quanto a mortalidade no Brasil, observa-se que suas principais causas são os problemas cardiovasculares, as neoplasias e as doenças do trato respiratório, em especial em detrimento de pessoas maiores de cinquenta anos.
Lamentavelmente, ainda subsiste precariedade em institucionalização de pessoas idosas. O cenário do funcionamento das ILPI é fundamentado pelos desafios de gestão encontrados. Essa conjunção de fatores permite evidenciar o abandono da população idosa, sugerido pela diminuição nas visitas por familiares, atingindo pessoas que não tem outra alternativa de moradia ou em casos de ruptura no processo de transição do convívio familiar devido à violência, preconceito, idadismo, etc.
A demanda prática da enfermagem está em reconhecer a singularidade e a autonomia, visando favorecer a ressignificação do modo de vida e a subjetividade da pessoa idosa, favorecendo boas condições físicas, mentais e também da inclusão social decorrente dessas funções.
A enfermagem possui um olhar amplificado que abrange a prevenção e detecção de questões delicadas nessa fase da vida, identificando particularidades podem resultar em consequências nefastas, no curso do processo de envelhecimento.
A efetividade de enfermagem no cuidado consiste em referenciais teóricos metodológicos que conduzam a prática. Assim, suas ações referentes à saúde da pessoa idosa tem inúmeras atribuições, dentre as quais está a realização de consulta de enfermagem, processo metodológico de sistematização de conhecimento, ajustado em método aplicado no cenário educativo e assistencial, o qual é apto a dar respostas à complexidade do sujeito assistido. A realização da consulta de enfermagem tem seu aporte legal amparado na Lei do Exercício Profissional da Enfermagem, n. 7.498/86, que a legitima, sendo uma atividade privativa do enfermeiro.
O idoso deve ser auxiliado na preservação de suas capacidades funcionais e na manutenção das atividades de sua vida diária, cabendo a nós, como profissionais de enfermagem, atuar de forma decisiva junto ao idoso e sua família.