Gustavo Cézar Santo estreia a comédia “Onde é que você vai, Hollis Jay?” e celebra 15 anos de carreira

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Comédia romântica de Benjamin Bradford estreia em 8 de novembro no Espaço Parlapatões e tem sessões previstas no Espaço Cia da Revista

O ator, diretor e professor Gustavo Cézar Santo celebra 15 anos de carreira com a montagem brasileira de “Onde é que você vai, Hollis Jay?”, comédia romântica do dramaturgo norte-americano Benjamin Bradford. A estreia está marcada para domingo, 8 de novembro, às 19h, no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt. A programação divulgada prevê outras duas apresentações no Espaço Cia da Revista, nos dias 20 e 27 de novembro, às 20h.

A peça acompanha Hollis Jay, um homem que nunca teve uma relação afetiva ou sexual. Sensível e inseguro, ele marca um encontro com Ellie, mulher direta que também demonstra interesse por ele. A possibilidade de aproximação, em vez de tranquilizá-lo, desencadeia hesitações e tentativas desastradas de lidar com o medo da intimidade.

A montagem desloca o contexto da obra original, em que os personagens são calouros universitários, para uma situação mais próxima da vida adulta contemporânea. Hollis não tem idade definida e seu conflito dialoga com a distância entre conversar por aplicativos e enfrentar, presencialmente, a vulnerabilidade de um encontro.

O texto acompanha Gustavo desde sua formação em teatro no SESI-SP. Na época, os alunos tinham cinco minutos para apresentar em cena aquilo que melhor sabiam fazer. Ao perceber a inclinação cômica do ator, sua orientadora, a atriz, diretora e dramaturga Christina Trevisan, entregou-lhe o texto de Bradford. Gustavo apresentou um trecho e guardou a peça até sentir que havia chegado o momento de montá-la.

“O que me atrai primeiro é o minimalismo. É um texto resolvido: um banco, dois atores, e a peça acontece”, afirma o artista. Para ele, a história toca uma experiência reconhecível: o desejo de se aproximar de alguém e, ao mesmo tempo, o receio de ser rejeitado ou julgado. “Eu sempre falo que quero fazer teatro para as pessoas, para o povo. Por isso escolhi uma história simples, com um humor que nasce de situações que qualquer um já viveu.”

Gustavo também diz identificar-se com a insegurança do personagem e com o esforço de não deixar que o medo impeça novas experiências. A comédia, nesse sentido, utiliza uma situação cotidiana para tratar de intimidade, desejo e exposição emocional, sem se afastar do humor.

A escolha do Espaço Parlapatões tem significado pessoal para o ator. Foi na Praça Roosevelt que ele subiu ao palco pela primeira vez com uma companhia profissional, a Confraria da Paixão, em 2009, quando ainda estudava teatro. Agora, retorna à região com uma produção própria, realizada pela Santo Produções, na qual também responde pela produção executiva.

A direção geral é de Rodrigo Damo, com quem Gustavo trabalhou anteriormente em “A Bela e a Fera – O Musical”. Amanda Bamonte interpreta Ellie, e Pablo Petronilho assina a direção de movimento. A cenografia e os elementos de cena, criados por Amilton Pighin e Marina Susin, concentram a ação em um banco de praça e uma árvore. A iluminação acompanha as oscilações emocionais de Hollis: a árvore muda de cor conforme ele alterna entre a confiança e a vontade de escapar do encontro.

A trajetória de Gustavo inclui trabalhos em musicais e peças como “Amor em Vermelho – Moulin Rouge”, “Mágico de Oz – O Musical”, “Pluft, o Fantasminha – O Musical”, “A Bela e a Fera – O Musical” e “A Borboleta sem Asas”. Na televisão, participou do programa “Cante se Puder”, do SBT, e do “The Masked Singer Brasil”, da Globo, como o personagem Quest.

Formado como ator pelo Senac, Gustavo tem pós-graduação em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes e em Voz, com ênfase em canto e fala, pela FETES. Também estudou teatro no SESI-SP e na Casa de Artes Operária, além de acting, theater dance e voz na Broadway Dance Center, em Nova York. Atualmente, é professor de interpretação e preparador vocal na Escola Nacional de Teatro.

O texto de Bradford estreou na Universidade de Kent, em Canterbury, e circulou por cidades universitárias inglesas, entre elas Oxford. A obra ganhou destaque nas finais do National Student Drama Festival de 1969, patrocinado pelo Sunday Times, e foi publicada na antologia The Best Short Plays 1970. Nascido em 1925, em Alexandria, na Louisiana, Bradford também construiu carreira como médico.

Serviço

“Onde é que você vai, Hollis Jay?”
Estreia: domingo, 8 de novembro, às 19h
Local: Espaço Parlapatões, Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação, São Paulo
Sessões seguintes informadas pela produção: 20 e 27 de novembro, às 20h
Local: Espaço Cia da Revista, Alameda Nothmann, 1.135, Campos Elíseos, São Paulo
Duração: aproximadamente 60 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Ingressos: Espaço Parlapatões https://bileto.sympla.com.br/event/127308 e Espaço Cia da Revista https://www.sympla.com.br/evento/onde-e-que-voce-vai-hollis-jay/3621791

 

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