A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) realiza, a partir deste mês de outubro, a segunda edição da Copa CDHU de Futebol. Com 17 equipes e 425 atletas inscritos, a iniciativa busca valorizar jovens talentos de conjuntos habitacionais da Capital e ampliar suas oportunidades dentro do esporte.
Nesta nova edição, o torneio será realizado nas categorias masculina Sub-15, com 11 equipes participantes, e feminina Sub-18, com seis times na disputa. As equipes são formadas por adolescentes de diferentes bairros da Zona Leste e da Zona Sul.
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Para reforçar o vínculo da Copa com os conjuntos habitacionais, todos os elencos masculinos contam com pelo menos cinco atletas residentes em unidades da CDHU ou da Cohab. Entre os times femininos, a exigência mínima é de três atletas.
A abertura da competição está marcada para o dia 17 de outubro, com confronto feminino entre Complexo Parque Santo Antônio e AD São Caetano – Golaço. A partida ocorre no Centro Esportivo Brigadeiro Eduardo Gomes, no Tatuapé. O evento de abertura oficial começa às 10h.
Centro Esportivo Brigadeiro Eduardo Gomes
Já a primeira disputa da categoria masculina acontece na semana seguinte, no dia 24. As equipes Associação Esportiva Codó e Negritude Futebol Clube fazem o duelo inaugural, na Arena Airton de Oliveira, em Guaianases, às 9h.
Arena Airton de Oliveira
Estrutura do torneio
As categorias terão formatos diferentes. Na masculina, dez equipes disputam confrontos eliminatórios na primeira rodada. As cinco vencedoras avançam e se juntam ao Capital United, previamente sorteado para ir diretamente à segunda fase.
Os confrontos da primeira rodada masculina, definidos em Congresso Técnico, são:
- Associação Esportiva Codó x Negritude Futebol Clube
- Associação Atlética Facavi x Esporte Clube Itaquerense
- Sociedade Esportiva Shallon x Complexo Marcos Freire
- Grêmio Botafogo Futebol Clube x Projeto Elite Craques do Futuro
- Sociedade Esportiva Paulistinha x Sport Clube Pimentas
Na segunda fase, as seis equipes são distribuídas em duas chaves de três times. Cada time enfrenta, uma única vez, as três equipes da chave oposta. Ao fim dos confrontos, os líderes de cada chave avançam para a final, disputada em partida única no dia 5 de dezembro, às 13h, em local a definir.
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No feminino, seis equipes são divididas em duas chaves de três times. Na primeira fase, cada elenco enfrenta uma única vez as três equipes da chave oposta. Ao fim dos confrontos, os primeiros colocados de cada grupo avançam para a decisão.
A chave A é formada por Helenense Futebol Clube, Complexo Parque Santo Antônio e Sport Club Pimentas. Na chave B, estão Associação Tiger Futsal, AD São Caetano – Golaço e Negritude Futebol Clube.
A final feminina será disputada no sistema de ida e volta. A primeira partida ocorre em 29 de novembro, às 11h. Já a segunda está marcada para 5 de dezembro, às 11h. Os locais ainda serão definidos.
Essa segunda edição é continuidade da competição que reuniu jovens atletas de conjuntos habitacionais na região no segundo semestre de 2025. As equipes campeãs foram Vamo Q Vamo, no masculino e Helenense F.C., no feminino, ambos da zona leste. Os atletas da categoria masculina que mais se destacaram passaram a integrar uma seleção formada pela CDHU, que disputou amistosos contra equipes das categorias de base do Santos, Mirassol, Juventus e Portuguesa, entre outros.
Sobre a Copa

A Copa CDHU integra o projeto Zona Leste Somos Nós, que vai além da questão habitacional e reúne ações voltadas ao desenvolvimento social, econômico e cultural da região, criando oportunidades e estimulando a convivência em um ambiente saudável.
O impacto da Copa CDHU foi medido recentemente em uma pesquisa realizada em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (FIPE). Apresentado em agosto, o levantamento ouviu 487 atletas que participaram da primeira edição, sendo 36,5% moradores de conjuntos habitacionais. A idade média dos participantes foi de 16 anos.
Os resultados mostram que a competição foi percebida pelos participantes como uma oportunidade de aproximação entre diferentes territórios. Para os atletas entrevistados, a Copa contribuiu para um maior engajamento entre as comunidades, além da geração de novas oportunidades.
A avaliação qualitativa foi realizada por meio de conversas com grupos focais formados por dirigentes, técnico e coordenadores de clubes, além de pais e torcedores. A técnica da pesquisa permitiu coletar dados por meio das interações entre os participantes. Entre os principais indicadores analisados estavam o sentimento de pertencimento territorial, a ampliação das redes de integração, a cooperação comunitária, o engajamento esportivo, a autoestima, a percepção de talentos e desenvolvimento pessoal.