Semana Nacional do Esporte ganha contornos de política de Estado

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O governo federal prepara, para o segundo semestre, a primeira edição da Semana Nacional do Esporte, instituída por lei recente com o objetivo de incentivar a prática esportiva como instrumento de promoção de saúde, educação e inclusão social. Embora a data oficial ainda esteja distante, os ministérios envolvidos iniciam, neste mês de maio, reuniões com estados, municípios, instituições de ensino e entidades esportivas para delinear a programação.

A proposta rompe com o modelo de políticas esportivas centradas apenas em grandes eventos, como Copas e Olimpíadas. A Semana Nacional pretende articular ações simultâneas em escolas, parques, unidades de saúde e equipamentos comunitários, dando visibilidade a modalidades pouco divulgadas e ao paradesporto. Em vez de construir arenas monumentais, aposta-se em ocupar espaços já existentes com atividades físicas orientadas.

Para um país em que indicadores de sedentarismo crescem, especialmente entre jovens conectados a telas por mais de oito horas diárias, a iniciativa pode funcionar como gatilho cultural. Se bem articulada com as redes de educação e saúde, tem potencial para se converter em política de Estado, não apenas em evento sazonal.

Por ora, o desafio é não permitir que a Semana Nacional do Esporte se perca na burocracia. Sem financiamento adequado, sem metas claras e sem envolvimento real de estados e municípios, corre-se o risco de acrescentar mais uma data ao calendário oficial sem alterar o cotidiano de praças e quadras. A construção participativa em curso neste maio de 2026 será decisiva para definir de que lado dessa fronteira a nova política cairá.

 

SP Notícias – Intellectus et Veritate

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