Produtor português com mais de 300 filmes no currículo, ele viabilizou cerca de 60 títulos apresentados na Mostra desde a segunda edição
Manoel de Oliveira, Chantal Akerman, Raúl Ruiz, João César Monteiro. Esses são apenas alguns dos cineastas com quem o produtor português PAULO BRANCO trabalhou ao longo de sua carreira. Nascido em Lisboa em 1950, ele viabilizou cerca de 60 obras exibidas na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, desde a segunda edição. Em 2026, ele viaja à Mostra pela primeira vez para acompanhar de perto suas produções e ser homenageado com o Prêmio Leon Cakoff, que anualmente reconhece personalidades da cultura e do mercado audiovisual, na cerimônia de abertura para convidados da 50ª edição, na quarta-feira, 14 de outubro, na Sala São Paulo, e com uma retrospectiva com uma seleção de seu vasto portfólio.
Em sua trajetória, PAULO BRANCO sempre apostou no cinema autoral. Ele foi um dos grandes responsáveis pela existência de O Estado das Coisas (1982), de Wim Wenders, vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza, que integra a Retrospectiva Paulo Branco e é exibido em 4K.
Ao todo, a Retrospectiva Paulo Branco na 50ª Mostra apresenta 16 filmes, sendo três deles deste ano: Aquí, de Tiago Guedes, inspirado na Trilogia de Jesus do vencedor do Nobel J.M. Coetzee e exibido no Festival de Cannes, Memórias do Cárcere, de Sérgio Graciano, adaptação do livro de mesmo nome de Camilo Castelo Branco, e O Barqueiro, de Simão Cayatte, sobre um homem que transporta pescadores ilegais de vôngole depois de sair em condicional.
Além desses e de O Estado das Coisas, também fazem parte da Retrospectiva Paulo Branco os filmes Francisca (1981), de Manoel de Oliveira, versão cinematográfica do romance Fanny Owen, de Agustina Bessa-Luís; a cópia restaurada de Silvestre (1981), de João César Monteiro, que marcou a estreia da atriz Maria de Medeiros no cinema; A Cidade dos Piratas (1983), de Raúl Ruiz, que é exibida na 50ª Mostra em cópia restaurada; Maine Océan (1986), de Jacques Rozier, em restauração 4K; O Rei das Rosas (1986), de Werner Schroeter, apresentado em cópia restaurada 35mm; Casa de Lava (1994), de Pedro Costa, sobre o legado colonialista português; Poucos de Nós (1996), dirigido pelo lituano Šarūnas Bartas; A Prisioneira (2000), de Chantal Akerman, baseado no livro de Marcel Proust; Branca de Neve (2000), de João César Monteiro, adaptação da peça do escritor suíço Robert Walser; Vou para Casa (2001), de Manoel de Oliveira, que ganhou o Prêmio da Crítica da 25ª Mostra; Frágil como o Mundo (2001), de Rita Azevedo Gomes, sobre dois jovens enamorados que se refugiam em uma floresta; e Mistérios de Lisboa (2010), de Raúl Ruiz, longa vencedor do Prêmio da Crítica na 34ª Mostra e que foi baseado no romance homônimo do escritor português Camilo Castelo Branco, publicado em 1854.
A 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem o patrocínio master da Petrobras, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Esta edição da Mostra tem ainda o patrocínio do Itaú, a parceria institucional do Sesc, a parceria da Spcine e da Prefeitura de São Paulo, e o fomento do ProAC (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo), por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.
PATROCINADORES DA 50ª MOSTRA
Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da PETROBRAS, o patrocínio do ITAÚ, a parceria institucional do SESC, a parceria da SPCINE e da Prefeitura de São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a colaboração da EMBRATUR e da NETFLIX, o apoio do PROJETO PARADISO, a promoção da GLOBOFILMES, do CANAL BRASIL, da FOLHA DE S.PAULO, da TV CULTURA, da ARTE 1, do INSTITUTO BANDEIRANTES e da REVISTA PIAUÍ, o apoio técnico da QUANTA e do CULTURA ARTÍSTICA. Realização: MINISTÉRIO DA CULTURA, através da LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA.